27 municipios extremeños en Reserva de la Biosfera verán inventariado su patrimonio

27 municipios extremeños en Reserva de la Biosfera verán inventariado su patrimonio

A Junta da Extremadura lançou a concurso o serviço de inventariação e catalogação do património cultural imaterial em dois territórios-chave: a Reserva da Biosfera de Monfragüe e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo-Tajo Internacional. O contrato conta com um orçamento de 124.234,4 euros.

Esta iniciativa integra o projeto de cooperação transfronteiriça Territórios UNESCO da EUROACE (TEUNESCO), aprovado no âmbito do Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027, cujo objetivo é impulsionar o desenvolvimento sustentável e a valorização cultural nos territórios reconhecidos pela UNESCO.

Um projeto com responsabilidade partilhada

A Diputação Provincial de Cáceres atua como beneficiário principal do projeto TEUNESCO, enquanto a Direção-Geral de Bibliotecas, Arquivos e Património Cultural da Junta da Extremadura participa como entidade parceira no processo de contratação.

O contrato divide-se em dois lotes distintos:

  • Lote 1: Reserva da Biosfera de Monfragüe.
  • Lote 2: Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo-Tajo Internacional.

Identificação, documentação e divulgação

O objetivo de ambos os lotes é identificar, documentar e registar as diversas manifestações do património cultural imaterial presentes nestes territórios. Este processo incluirá a elaboração de guias informativos destinados tanto à população local como aos visitantes, com o objetivo de transmitir a riqueza cultural destas áreas protegidas.

Segundo a memória justificativa do concurso, a finalidade é contribuir para a conservação e divulgação de tradições, saberes e expressões culturais que fazem parte da identidade social e histórica destas reservas.

Um impulso para os territórios UNESCO

O projeto TEUNESCO pretende dar resposta aos desafios comuns dos territórios UNESCO na província de Cáceres e na sua extensão em Portugal, tais como:

  • O êxodo rural.
  • A fragilidade do tecido empresarial.
  • A falta de infraestruturas.

Através de ações como este concurso, o projeto aposta num desenvolvimento turístico sustentável e na valorização dos recursos culturais e naturais autóctones, promovendo uma identidade partilhada e reforçando a ligação entre as comunidades de ambos os lados da fronteira.

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